Para a midia a beleza feminina é uma qualidade fundamental. A propaganda em jornais, revistas e televisões no mundo ocidental mostram esta realidade. O mundo que produz, vende e fatura com o corpo feminino não se preocupa ou questiona o fato de que beleza não ocupa uma parte central na vida de muitas mulheres. Mas uma grande parte das mulheres é influenciada por este mundo ideal de beleza criado e enfatizado pela midia. O resultado é o lucro de bilhões que a indústria de cosméticos fatura anualmente, isto sem mencionar uma outra indústria – a cirurgia plástica. Estas indústrias existem e são proveitosas porque elas impõe a importância da aparência, da imagem, do corpo feminino. Vemos em revistas mulheres de 25 anos vendendo cremes contra rugas. Esta imposição ilusória não é causa e nos faz perguntar: Por que certas culturas dão tanta importância a beleza física em detrimento a individualidade e a identitade da mulher? Quais são os mecanismo sociais que constroem e congelam este fenômeno? E quem lucra com tudo isto?
A verdade é que o padrão de beleza ditado pela midia é um fator essencial para se controlar a sexualidade da mulher. Esta visão determina que a sexualidade seja distorcida e entendida como ornamental, observável em vez da qualidades que emanam de um contexto da vida da mulher e como esta se relaciona com ela mesma, com as pessoas e com o mundo. Com esta visão reducionista na equação beleza física e sexualidade, geralmente alguns homens e mulheres escrutinizam a forma do corpo feminino, o tamanho do seu busto e a cor do seu cabelo, todos elementos comumente utilizados para avaliar o ser sexual. Idéias a cerca do apelo sexual e da beleza feminina são desta forma sistemas simbolicamente construídos que remetem ao conhecimento e o significado. A sexualidade desta forma é removida do mundo privado para o público, para o domínio de massa, tornando a sexualidade concreta e externa, portanto vulnerável a inspeção, definição, monitorização social e controle. Este controle na verdade fere a identidade feminina, sobretudo adolescentes e pré-adolescentes que por estarem na fase do desenvolvimento humano onde a descoberta do corpo e a procura de identidade são essenciais, são confrontadas com a forma, peso, altura e estética do corpo que possui e o que a média determina ser sexual ou sensual. Adolescentes infelizmente internalizam rapidamente este controle social de modo ainda mais transparente. Na adolescência o desenvolvimento sexual em termos de influência cultural, classe social e etnia não se completa. Cognitivamente o adolescente não está preparado para julgar e selecionar o tanto de informação que recebe através da midia. Tanto que um grande número de jovens se tonam membros involuntários de um policiamento social que fiscaliza e julga aquelas mulheres que não se enquadram no que geralmente o homem determina como o corpo ideal.
A construção de conceito de beleza é estreita e socialmente construída. Consequentemente a sensualidade ou sexualidade que o mundo da media cria na verdade é um mecanismo social, político e econômico para controlar o comportamento social e sexual da mulher. Este controle como vimos é lucrativo e mantém na verdade uma estrutura social em extinção que são as estruturas patriarcais. O uso e abuso consistente da imagem feminina pela media beneficia a manter estrutura tradicional patriarcal. A imagem da mulher bela e jovem é resultado de um critério puramente individual, e interperssoal que sustenta e em níveis sistemático, mantém a opressão de gênero. A mesma indústria que perpertua esta opressão explora as transformações sociais que mulheres em sociedades tradicionais, modernas e pós modernas têm conquistado. Se “desconstruirmos” os padrões de beleza criados pela media, vemos que existe uma construção e imposição de modelos de beleza que se transformou através dos séculos. Na renascença o ideal de beleza feminina era a mulher redonda, volumosa, a partir do século vinte este modelo foi radicalmente transformado em mulheres linha reta, esqueléticas. O exemplo mais evidente disto foi a modelo inglesa Twiggi, que solidificou este padrão nos anos sessenta.
Não podemos ignorar que a construção social da realidade, como industrialização e contato com outras culturas cria as formas diárias de transformação da mulher no trabalho, no papel dela na família, na maneira como ela se diverte e na sua atuação sexual e no modo como ela se relaciona com o homem. Esta construção implica também em sanções, em censuras e escrutínios sobre a imagem da mulher. Como ela deveria ser em vez de como ela é. Esta imposição de modelo na verdade limita a liberdade de expressão da mulher o a maneira como ela se comporta socialmente. Esta construção social também estabelece o que é normal e anormal, consequente o que é digerido e entendido pelo que a media despeja no social. São vários os fatores utilizados na construção social da imagem da mulher: fatores psicológicos, políticos e um enquadramento social que dão um significado ou não no papel da mulher na família, no trabalho e no mundo. Mas, se “desconstruirmos” esta formação da imagem feminina que a media impõe, notamos que ela é ambígua, mas transparente. A construção desta imagem forjada no fundo reforça e sedimenta o patriarcalismo e a dependência da mulher ao homem, idealmente excluindo-a de sua participação no mercado de trabalho e de ter direitos civis iguais ao homem ou ser tratada com dignidade. Diante desta realidade, do fator demográfico (mais homens do que mulheres) geram um comportamento feminino onde é evidente uma certa perda do self (auto conhecimento) e uma baixa auto estima.
O que a midia fabrica e dramatiza não só reforça esta construção artificial social, mas oferece permissão para mais perda de valores e identidade. A midia mostra por exemplo homens de 60 ou 70 anos com mulheres jovens, mas raramente vemos o contrário. Nas propagandas de natal vemos o homem dando presente caros as mulheres. Nas novelas vemos mulheres ultrapassando limites, manipulando e competindo com outras por homens de caráter questionáveis. Concluímos que precisamos “desconstruir” o que a media despeja no social sem nenhum compromisso social ou responsabilidade para que possamos utilizar o poder que temos como consumidores – selecionando ou boicotando inconsistências, e anomalias aparentes, arbitrariedades que são jogadas no mundo do consumo diariamente.
O mecanismo mais importante diante desta realidade imposta é fazer com que vejamos claramente que o que a media faz na verdade e conscientemente é perpetuar a dependência feminina. Muitas mulheres têm consciência de como a imagem dela é usada e preferem verbalizar o seu repúdio. Muitos homens também estão conscientes de que na verdade fazer acreditar que sexualidade e sensualidade dependem da beleza é uma forma de manipulação contra eles. Homens e mulheres que estão conscientes deste fato devem divulgar e conscientizar outras mulheres e homens mostrando que o mecanismo primário em controlar a imagem ou a sexualidade feminina reside no que certos indivíduos (homens e mulheres que trabalham na media) acham do que é belo. Estes homens e mulheres que exercitam este controle sobre a imagem feminina querem nos fazer acreditar que sexualidade e sensualidade estão intrinsicamente ligadas a aparência física da mulher porque como já afirmamos o homem, este não importa se são velhos, fora de forma, acima do peso, com corpos desfigurados pela gordura ou com a pressão alta, que afeta sua atuação sexual. Esta falta de pressão estética sobre o masculino é ignorada porque ele é o provedor, o que detém o poder econômico. Para o homem de meia idade ou envelhecido com dinheiro não importa se a jovem que está com ele é por amor ou pelo luxo, ou a segurança e conforto que o dinheiro dele proporciona.
(Dra Ilma Ribeiro Silva, Ph.D.; seu site http://dr.ilma.blog.uol.com.br)
sábado, 19 de julho de 2008
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Fobia Social
Também conhecida como timidez patológica,trata-se de um medo exagerado de falar ou interagir em qualquer situação social que envolva desempenho, onde o individuo acredite estar sofrendo uma possível analise critica dos outros.
Nogueira et alt(2002) explicam que o individuo teme agir de forma humilhante ou embaraçosa, nas situações sociais que podem envolver desempenho, tais como:
-Falar em público, com autoridades e com sexo oposto
-Fazer exames
-Procurar emprego
-Usar banheiros públicos
-Comer,beber e assinar documentos na frente dos outros
-Conversar ao telefone
-Interagir socialmente:festas,paqueras e turmas
De acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID-10) as fobias sociais podem se manifestar por rubor, tremor das mãos, náuseas ou desejo urgente de urinar, sendo que o paciente por vezes está convencido que uma ou outra destas manifestações secundárias constitui seu problema primário. Nogueira et alt(2002) explicam ainda que, por vezes, existe o reconhecimento, pelo paciente, de exagero e irracionalidade de seu medo.
Nogueira et alt(2002) explicam que o individuo teme agir de forma humilhante ou embaraçosa, nas situações sociais que podem envolver desempenho, tais como:
-Falar em público, com autoridades e com sexo oposto
-Fazer exames
-Procurar emprego
-Usar banheiros públicos
-Comer,beber e assinar documentos na frente dos outros
-Conversar ao telefone
-Interagir socialmente:festas,paqueras e turmas
De acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID-10) as fobias sociais podem se manifestar por rubor, tremor das mãos, náuseas ou desejo urgente de urinar, sendo que o paciente por vezes está convencido que uma ou outra destas manifestações secundárias constitui seu problema primário. Nogueira et alt(2002) explicam ainda que, por vezes, existe o reconhecimento, pelo paciente, de exagero e irracionalidade de seu medo.
sábado, 12 de julho de 2008
Café estimula libido feminina segundo cientistas
Estudos realizados por vários pesquisadores nos Estados Unidos revelam que o interesse da mulher pelo sexo é proporcional à quantidade de café que ingere. A quantidade de café ideal para a vida sexual saudável é de 4 xícaras ao dia. Após a quarta xícara, potencializa-se o estresse e pode haver confusão mental.
A pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Scranton revelou um aumento de até 45% no interesse sexual nas mulheres que passaram a ingerir 4 xícaras de café diariamente.
Segundo o coordenador da pesquisa, o café inibe o aparecimento da depressão nas mulheres. Outros pesquisadores, demonstram em seus estudos, que o café , além reduzir a depressão e a libido, também reduz o risco do suicídio.
A pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Scranton revelou um aumento de até 45% no interesse sexual nas mulheres que passaram a ingerir 4 xícaras de café diariamente.
Segundo o coordenador da pesquisa, o café inibe o aparecimento da depressão nas mulheres. Outros pesquisadores, demonstram em seus estudos, que o café , além reduzir a depressão e a libido, também reduz o risco do suicídio.
domingo, 6 de julho de 2008
Perda de peso e saúde psíquica
Pelo Psicólogo Fernando Falabella Tavares de Lima
As perdas excessivas de peso e as mudanças radicais nas formas do corpo podem trazer riscos para a saúde psíquica das pessoas, como a despersonalização. Por outro lado, a busca incessante e irracional por um padrão de beleza imposto também pode ser sintoma ou causa do adoecimento psíquico.
Durante todo o ano, mas principalmente nos períodos de verão, onde os corpos estão mais expostos aos olhares de todos, surge a necessidade e a motivação das pessoas cuidarem de seus corpos. Nossa sociedade está “abusando” da cobrança da estética perfeita. Muitas mulheres se espelham nos ideais de beleza e de corpo impostos pela mídia e tentam de diversas formas atingir seus objetivos, buscando a todo custo se tornarem semelhantes ao padrão das modelos, das manequins, das atrizes. O questionamento que muitas vezes não é consciente, mas que deveria aparecer, é sobre as razões dessa busca por um ideal tão difícil de ser atingido.
Nesse esforço insano por perder peso e modificar rapidamente as formas do corpo, muitas pessoas cometem exageros e excessos que são, sabidamente, prejudiciais à saúde. Para começo de conversa, nem todas as pessoas buscam orientação de clínicas e especialistas da área para traçarem um plano de metas, na busca pelo objetivo final. Assim, muitas mulheres (e homens também) passam a consumir remédios para diminuir o apetite e abusam das dietas e dos exercícios físicos sem orientação.
A perda de peso de uma forma saudável é algo bastante difícil de se alcançar, principalmente quando não se está preparado psicologicamente para as privações e esforços que, na maior parte das vezes, serão inevitáveis. Acredito que as pessoas, ao buscarem uma mudança no seu fenótipo, ou seja, nas suas características externas do corpo, devam ter clareza das razões porque estão fazendo isso. Muitas pessoas embarcam na luta contra as medidas e os números da balança sem avaliarem ao certo os motivos dessa busca. Qual é o prazer envolvido em ter o chamado corpo ideal?
Pode-se afirmar que o desejo de mudanças físicas traz consigo muitas questões psicológicas inconscientes que não são claras para as pessoas, à primeira vista. É exatamente por não considerarem ao certo os motivos que sustentam a necessidade de se mudar o corpo, que os riscos acontecem. Para citar apenas alguns exemplos: há aquelas pessoas que perdem uma quantidade tão grande de peso num espaço de tempo tão curto que passam a não se reconhecer e sofrem grandemente com isso. São pessoas que praticamente perdem “metade” de seu corpo no processo de emagrecimento e depois passam por um período onde a readaptação é necessária. Esta é bastante difícil de ser feita sozinha, muitas vezes gerando uma forte depressão ou outros conteúdos psíquicos, como despersonalização: não reconhecimento do próprio corpo; sentir-se como se não fosse mais a pessoa que habita aquele “novo” corpo.
Há, por outro lado, o caso de pessoas que não estavam fora dos padrões normais de peso, para suas características físicas, e que nunca se sentem satisfeitas em sua busca por resultados, em sua busca pelo corpo ideal. Novamente, podemos ver aspectos psicológicos envolvidos que jamais deixarão com que a pessoa sinta-se realmente completa e feliz. Após algum tempo esse conflito também pode gerar conseqüências sérias. Nesse caso, estamos frente aos maiores problemas da imposição de padrões estéticos rígidos de uma sociedade extremamente narcisista.
Não resta a menor dúvida quanto a necessidade de acompanhamento de profissionais para que o processo de emagrecimento possa ser feito de forma gradativa, respeitando-se os limites do corpo e, sobretudo, os limites psicológicos. Assim, além de acompanhamento médico e de esteticistas, uma boa dieta alimentar (traçada por um nutricionista) e um acompanhamento psicológico, para que haja compreensão das necessidades e dos desejos inconscientes envolvidos na busca pelo tão sonhado padrão de beleza, são fundamentais para que os resultados sejam obtidos sem que se corra o risco de um processo de “adoecimento psíquico”. Certamente, quando se busca a mudança física amparada por um quadro de profissionais de diversas áreas, cada um dando “sustentação” em seu campo de atuação, o caminha para os objetivos finais torna-se mais atingível e os riscos de abusos físicos ou psicológicos podem ser monitorados e controlados.
As perdas excessivas de peso e as mudanças radicais nas formas do corpo podem trazer riscos para a saúde psíquica das pessoas, como a despersonalização. Por outro lado, a busca incessante e irracional por um padrão de beleza imposto também pode ser sintoma ou causa do adoecimento psíquico.
Durante todo o ano, mas principalmente nos períodos de verão, onde os corpos estão mais expostos aos olhares de todos, surge a necessidade e a motivação das pessoas cuidarem de seus corpos. Nossa sociedade está “abusando” da cobrança da estética perfeita. Muitas mulheres se espelham nos ideais de beleza e de corpo impostos pela mídia e tentam de diversas formas atingir seus objetivos, buscando a todo custo se tornarem semelhantes ao padrão das modelos, das manequins, das atrizes. O questionamento que muitas vezes não é consciente, mas que deveria aparecer, é sobre as razões dessa busca por um ideal tão difícil de ser atingido.
Nesse esforço insano por perder peso e modificar rapidamente as formas do corpo, muitas pessoas cometem exageros e excessos que são, sabidamente, prejudiciais à saúde. Para começo de conversa, nem todas as pessoas buscam orientação de clínicas e especialistas da área para traçarem um plano de metas, na busca pelo objetivo final. Assim, muitas mulheres (e homens também) passam a consumir remédios para diminuir o apetite e abusam das dietas e dos exercícios físicos sem orientação.
A perda de peso de uma forma saudável é algo bastante difícil de se alcançar, principalmente quando não se está preparado psicologicamente para as privações e esforços que, na maior parte das vezes, serão inevitáveis. Acredito que as pessoas, ao buscarem uma mudança no seu fenótipo, ou seja, nas suas características externas do corpo, devam ter clareza das razões porque estão fazendo isso. Muitas pessoas embarcam na luta contra as medidas e os números da balança sem avaliarem ao certo os motivos dessa busca. Qual é o prazer envolvido em ter o chamado corpo ideal?
Pode-se afirmar que o desejo de mudanças físicas traz consigo muitas questões psicológicas inconscientes que não são claras para as pessoas, à primeira vista. É exatamente por não considerarem ao certo os motivos que sustentam a necessidade de se mudar o corpo, que os riscos acontecem. Para citar apenas alguns exemplos: há aquelas pessoas que perdem uma quantidade tão grande de peso num espaço de tempo tão curto que passam a não se reconhecer e sofrem grandemente com isso. São pessoas que praticamente perdem “metade” de seu corpo no processo de emagrecimento e depois passam por um período onde a readaptação é necessária. Esta é bastante difícil de ser feita sozinha, muitas vezes gerando uma forte depressão ou outros conteúdos psíquicos, como despersonalização: não reconhecimento do próprio corpo; sentir-se como se não fosse mais a pessoa que habita aquele “novo” corpo.
Há, por outro lado, o caso de pessoas que não estavam fora dos padrões normais de peso, para suas características físicas, e que nunca se sentem satisfeitas em sua busca por resultados, em sua busca pelo corpo ideal. Novamente, podemos ver aspectos psicológicos envolvidos que jamais deixarão com que a pessoa sinta-se realmente completa e feliz. Após algum tempo esse conflito também pode gerar conseqüências sérias. Nesse caso, estamos frente aos maiores problemas da imposição de padrões estéticos rígidos de uma sociedade extremamente narcisista.
Não resta a menor dúvida quanto a necessidade de acompanhamento de profissionais para que o processo de emagrecimento possa ser feito de forma gradativa, respeitando-se os limites do corpo e, sobretudo, os limites psicológicos. Assim, além de acompanhamento médico e de esteticistas, uma boa dieta alimentar (traçada por um nutricionista) e um acompanhamento psicológico, para que haja compreensão das necessidades e dos desejos inconscientes envolvidos na busca pelo tão sonhado padrão de beleza, são fundamentais para que os resultados sejam obtidos sem que se corra o risco de um processo de “adoecimento psíquico”. Certamente, quando se busca a mudança física amparada por um quadro de profissionais de diversas áreas, cada um dando “sustentação” em seu campo de atuação, o caminha para os objetivos finais torna-se mais atingível e os riscos de abusos físicos ou psicológicos podem ser monitorados e controlados.
sexta-feira, 4 de julho de 2008
PSICONEUROIMUNOLOGIA
Relacionar a Imunologia com a Psiquiatria tem sido fácil, atraente e extremamente didático. Há uma variedade de evidências para o relacionamento recíproco entre Sistema Psicoemocional e vários componentes do Sistema Imunológico, justificando o agravamento e/ou desencadeamento de uma série de doenças físicas por razões emocionais.
A reciprocidade entre o Sistema Nervoso Central e o Sistema Imunológico estimula o desenvolvimento de uma nova e interessante área médica; a Psiconeuroimunologia.
Os tópicos de estudo da Psiconeuroimunologia seriam as perturbações de um sistema que se refletem no outro e vice-versa. E, de fato, faz muito sentido que estes dois sistemas sejam fortemente integrados, pois ambos são responsáveis pelo relacionamento do organismo com o mundo externo, ambos avaliam se os elementos da realidade externa à pessoa são inócuos ou perigosos, ambos servem à defesa e adaptação, ambos possuem memória e aprendem pela experiência, ambos contribuem para o equilíbrio do ser no mundo e consigo próprio.
Como reforço a esta analogia, podemos citar ainda que os erros nesses dois sistemas podem produzir doenças; por um lado, as doenças imunológicas, auto-imunes, alergias e a vulnerabilidade a toda sorte de infecções e, por outro lado, as fobias, pânico, transtornos adaptativos e por estresse.
A reciprocidade entre o Sistema Nervoso Central e o Sistema Imunológico estimula o desenvolvimento de uma nova e interessante área médica; a Psiconeuroimunologia.
Os tópicos de estudo da Psiconeuroimunologia seriam as perturbações de um sistema que se refletem no outro e vice-versa. E, de fato, faz muito sentido que estes dois sistemas sejam fortemente integrados, pois ambos são responsáveis pelo relacionamento do organismo com o mundo externo, ambos avaliam se os elementos da realidade externa à pessoa são inócuos ou perigosos, ambos servem à defesa e adaptação, ambos possuem memória e aprendem pela experiência, ambos contribuem para o equilíbrio do ser no mundo e consigo próprio.
Como reforço a esta analogia, podemos citar ainda que os erros nesses dois sistemas podem produzir doenças; por um lado, as doenças imunológicas, auto-imunes, alergias e a vulnerabilidade a toda sorte de infecções e, por outro lado, as fobias, pânico, transtornos adaptativos e por estresse.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
A visão inconsciente
É de conhecimento geral, hoje, e comprovado pela ciência, que pensamentos modificam o humor e alteram reações fisiológicas e comportamento das pessoas. Por mecanismos ainda não elucidados sabe-se que, por uma série de transmutações, a energia do pensamento interfere, mediante fenômenos elétricos, químicos, luminosos, barimétricos e certamente outros ainda desconhecidos, nos órgãos, nas células, no núcleo e no DNA.
Assim, criam-se desequilíbrios, chamados doenças, promovem-se curas e gera-se saúde mesmo que a pessoa não esteja consciente do que pensa a cada instante. Cada um está permanentemente criando seu futuro e, por isso, recomenda-se que esteja atento ao que pensa, para que não tenha sua vida estabelecida pelo pensamento dos outros.
Ressonância magnética funcional e visão
Tudo isso que, ainda no momento atual, possa parecer fantasioso aos menos dispostos a crer no que vêem, teve comprovação por uma pesquisa sobre a capacidade de o córtex registrar estímulos não percebidos conscientemente pela pessoa. Pesquisa realizada por John-Dylan Haynes e Geraint Rees, do University College London, buscou verificar se a atividade da área visual primária leva necessariamente à consciência.
A experiência consistiu em expor a quatro participantes figuras de grades dispostas em inclinação de 45 graus para a direita ou para a esquerda durante 17 milissegundos. Essas figuras, entretanto, eram encobertas por um círculo brilhante durante 137 milissegundos, de modo que, com a diferença de tempo de percepção visual, as pessoas formavam a consciência de ter visto apenas os círculos, não se lembrando da figura da grade. Posteriormente, ao terem que indicar, apertando um botão, qual inclinação de grade tinham visto, eles foram capazes de escolher precisamente a que tinha sido mostrada a eles, embora não tivessem consciência do que tinha sido registrado por seu cérebro.
Um programa de computador possibilitou aos cientistas saberem, pelas características da atividade cerebral criada pelas imagens invisíveis, qual tipo de grade tinha sido mostrado. De modo que eles tiveram conhecimento do que os participantes estavam pensando antes de eles mesmos saberem. Ou seja, o aparelho de ressonância magnética viu o pensamento inconsciente dos voluntários.
Novo recurso psicoterápico e médico
Esse trabalho revelou que o processamento de imagens pelo córtex visual primário não é suficiente para que a pessoa tenha consciência delas. Essas imagens processadas, porém, podem decidir comportamentos para os quais ela não tem explicação. Isso abre caminho para uma revolução em práticas psicológicas e médicas.Se for possível ler o pensamento de alguém, poder-se-á obter informações que ficavam escondidas do próprio paciente.
Assim, obteremos a capacidade de entender características psicológicas das pessoas, como pensamentos criadores de ansiedade, depressão e medo, assim como preconceitos, fantasias, intuições, rejeições e tudo o que se passa na mente e é registrado no córtex e que motiva inconscientemente comportamentos dos quais o indivíduo gostaria de livrar-se.
Na área médica, as doenças cuja origem é atribuída a traumas do passado talvez pudessem ter sua causa-raiz esclarecida e transformada, facilitando, dessa forma, o resultado dos tratamentos empregados.
Corpomente
A mais importante contribuição desse trabalho é a comprovação de que muitos pensamentos inconscientes estão sendo registrados a cada segundo pelo córtex cerebral e de que eles estão interferindo em toda a vida do indivíduo sob a forma de imagens, sentimentos, sensações ou mudanças físicas.
Isso ratifica a evidência que o ser humano não é um corpo e uma mente ligados, mas um "corpomente", ou seja, um sistema constituído de energia em diversas freqüências vibratórias que se interpenetram e funcionam conjuntamente.
Dr। Roberto Azambuja - Dermatologista
Assim, criam-se desequilíbrios, chamados doenças, promovem-se curas e gera-se saúde mesmo que a pessoa não esteja consciente do que pensa a cada instante. Cada um está permanentemente criando seu futuro e, por isso, recomenda-se que esteja atento ao que pensa, para que não tenha sua vida estabelecida pelo pensamento dos outros.
Ressonância magnética funcional e visão
Tudo isso que, ainda no momento atual, possa parecer fantasioso aos menos dispostos a crer no que vêem, teve comprovação por uma pesquisa sobre a capacidade de o córtex registrar estímulos não percebidos conscientemente pela pessoa. Pesquisa realizada por John-Dylan Haynes e Geraint Rees, do University College London, buscou verificar se a atividade da área visual primária leva necessariamente à consciência.
A experiência consistiu em expor a quatro participantes figuras de grades dispostas em inclinação de 45 graus para a direita ou para a esquerda durante 17 milissegundos. Essas figuras, entretanto, eram encobertas por um círculo brilhante durante 137 milissegundos, de modo que, com a diferença de tempo de percepção visual, as pessoas formavam a consciência de ter visto apenas os círculos, não se lembrando da figura da grade. Posteriormente, ao terem que indicar, apertando um botão, qual inclinação de grade tinham visto, eles foram capazes de escolher precisamente a que tinha sido mostrada a eles, embora não tivessem consciência do que tinha sido registrado por seu cérebro.
Um programa de computador possibilitou aos cientistas saberem, pelas características da atividade cerebral criada pelas imagens invisíveis, qual tipo de grade tinha sido mostrado. De modo que eles tiveram conhecimento do que os participantes estavam pensando antes de eles mesmos saberem. Ou seja, o aparelho de ressonância magnética viu o pensamento inconsciente dos voluntários.
Novo recurso psicoterápico e médico
Esse trabalho revelou que o processamento de imagens pelo córtex visual primário não é suficiente para que a pessoa tenha consciência delas. Essas imagens processadas, porém, podem decidir comportamentos para os quais ela não tem explicação. Isso abre caminho para uma revolução em práticas psicológicas e médicas.Se for possível ler o pensamento de alguém, poder-se-á obter informações que ficavam escondidas do próprio paciente.
Assim, obteremos a capacidade de entender características psicológicas das pessoas, como pensamentos criadores de ansiedade, depressão e medo, assim como preconceitos, fantasias, intuições, rejeições e tudo o que se passa na mente e é registrado no córtex e que motiva inconscientemente comportamentos dos quais o indivíduo gostaria de livrar-se.
Na área médica, as doenças cuja origem é atribuída a traumas do passado talvez pudessem ter sua causa-raiz esclarecida e transformada, facilitando, dessa forma, o resultado dos tratamentos empregados.
Corpomente
A mais importante contribuição desse trabalho é a comprovação de que muitos pensamentos inconscientes estão sendo registrados a cada segundo pelo córtex cerebral e de que eles estão interferindo em toda a vida do indivíduo sob a forma de imagens, sentimentos, sensações ou mudanças físicas.
Isso ratifica a evidência que o ser humano não é um corpo e uma mente ligados, mas um "corpomente", ou seja, um sistema constituído de energia em diversas freqüências vibratórias que se interpenetram e funcionam conjuntamente.
Dr। Roberto Azambuja - Dermatologista
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