sábado, 8 de março de 2008

Como as emoções influenciam a memória

Fatores chamados de não cognitivos influenciam no desempenho de memória de maneira significativa. Os estados afetivos, o humor ou emoção alteram o processamento das informações. Ou seja, nossos sistemas de memória podem estar funcionando adequadamente, mas se estivermos em estado de tensão, estresse, depressão ou ansiedade teremos dificuldades na recepção e registro de informação.

Do ponto de vista biológico, durante o momento de estresse, liberam-se grandes quantidades de corticóides (substância química que nosso corpo produz) pela glândula supra-renal que inibem todos os processos de produção e evocação de todo tipo de memória, o que causa o famoso "branco".

A atenção e a concentração são outros fatores que se não estiverem bem alertas prejudicam o desempenho de memória. Na dificuldade de atenção a pessoa não consegue focalizar num ponto sua atenção, impedindo a recepção da informação. Tal fato é comum quando estamos lendo um livro e pensando no almoço, na namorada, no filme de ontem, etc... Essa pode ser uma dificuldade passageira de atenção, mas que influência a memória.

A memória é fortemente influenciada por fatores afetivos e psicológicos, isso acontece por um mecanismo de autodefesa do ego, uma forma de proteger a pessoa das emoções prejudiciais. Porém, em casos de transtornos de afetos, um tratamento com profissionais especializados, psiquiatras e psicólogos torna-se fundamental. A meditação também tem se mostrado muito importante para o equilíbrio e estabilidade mental.

Crenças negativas e baixa auto-estima também alteram o funcionamento da memória. Muitas pessoas se titulam como esquecidas ou com uma memória ruim. A crença negativa sobre sua capacidade impede você de alcançar ou realizar o que realmente gostaria de realizar.

As crenças sobre os desempenhos de memória são importantes para saber o quanto as pessoas percebem suas potencialidades e limitações, ou seja, é o quão você acredita que sua memória é boa ou não. As crenças têm um papel adaptativo. Elas contribuem para que o indivíduo forme opiniões sobre si mesmo, sobre outrem, definições, percepções sobre suas capacidades e como devem se posicionar frente às atividades do dia-a-dia.

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