Nos dias de hoje, visivelmente marcados pelo desenvolvimento econômico e tecnológico, o sucesso pessoal é dirigido basicamente a conquistas materiais. Somos valorizados pela competência em obter dinheiro, poder e status. Vivemos um cotidiano doente, onde pressão e ansiedade são nossos imperadores. Mas por que tanta pressa ?
Estamos numa era de mudanças rápidas, assim espera-se que tenhamos agilidade suficiente para vencer obstáculos, ganhar dinheiro, construir uma vida estável - nada mal para um final de milênio tão conturbado. Realmente, precisamos nos adaptar aos novos tempos.
Mas simplesmente se adaptar não basta. Precisamos, antes disto, criar um mundo melhor, gerar referências mais positivas para se viver. Senão iremos continuamente nos adaptar a padrões superficiais e sem sentido. Não quero dizer que ganhar dinheiro seja um mero detalhe. Ele é um instrumento da vida moderna necessário à sobrevivência e à realização de alguns de nossos sonhos mais concretos. Só não devemos confundir as coisas, relevando o dinheiro, ao invés de instrumento, como único objetivo. Reconhecer e valorizar também o que preenche nossos corações é essencial para atingir equilíbrio e paz de espírito.
Parece que as pessoas se esqueceram ou não querem enxergar aquilo que elas mais desejam: amor, contato, intimidade. Fomos enganados por padrões sociais que só valorizam o externo em detrimento do afeto das relações verdadeiramente humanas. É o calor, o contato entre as pessoas que move e preenche nossas vidas.
O ser humano precisa ser reconhecido e acreditado pelos outros. Ele precisa amar e ser amado; ser tocado, valorizado, compartilhar suas emoções e ser sinceramente aceito. É maravilhoso ter espaço para se expressar sem medo, é encantador poder ser a gente mesmo. É claro que o crescimento pessoal depende basicamente do nosso próprio esforço, mas o incentivo de quem nos ama e acredita em nossos mais íntimos potenciais atua como um vigoroso catalisador. Compartilhar dá asas à criatividade e desenvolve em muito nossa afetividade.
Acolher o indivíduo como ele é não é fácil, não fomos treinados para isto. O mundo moderno não nos prepara para exprimir afeição e carinho. Ora, aceitar o próximo não é simplesmente respeitar seu espaço e suas características pessoais. É, acima de tudo, reconhecer sua natureza única e particular, suas reais intenções, a luta íntima que o sujeito trava consigo mesmo tentando cada dia mais melhorar. Muitas vezes não temos paciência para lidar com as dificuldades dos outros. Exigimos perfeição em troca da nossa atenção. Vai ver o segredo é lidar com os outros, e não com as dificuldades. Como disse Carlos Molina, terapeuta sistêmico, devemos conhecer as pessoas como são, sem os problemas.
É claro que não podemos ser suas babás, alimentando carências e inseguranças, ou concordando com tudo que dizem. Mas podemos ser seus amigos. Podemos nos tornar disponíveis, oferecendo aquilo que às vezes tanto cobramos - amor. E assim poderemos ser realmente fortes para trilhar nosso rumo. O verdadeiro poder surge da harmonia dos sentimentos.
Publicado no "Estado de Minas", 22/10/96
terça-feira, 25 de março de 2008
domingo, 23 de março de 2008
Serotonina e a vontade de comer doces
A serotonina desempenha um importante papel no sistema nervoso, com diversas funções, como a liberação de alguns hormônios, a regulação do sono, da temperatura corporal, do apetite, do humor, da atividade motora e das funções cognitivas.
Essa substância é responsável por melhorar o humor, causando uma sensação de bem-estar. Já a sua falta tem sido relacionada a doenças graves, como mal de Parkinson, distonia neuromuscular e tremores. Depressão, ansiedade, comportamento compulsivo, agressividade, problemas afetivos e aumento do desejo de ingerir doces e carboidratos também estão relacionados.
Quando você estiver ansioso ou deprimido, observe se recorre a massas ou doces. Se houver falta de autocontrole e você estiver sempre desejando ingerir carboidratos e doces, pode ser uma indicação de um desequilíbrio da taxa de serotonina no cérebro. O desejo por certos tipos de alimentos nem sempre está associado à busca de prazer e saciedade. Poderá evidenciar um desequilíbrio químico e exigir um tratamento.
Com taxas normais de serotonina, a pessoa atinge mais facilmente a saciedade e consegue maior controle sobre a ingestão de açúcares. Medicamentos que aumentam a taxa de serotonina são cada vez mais utilizados para emagrecer. A sibutramina e a fluoxetina, medicamentos antidepressivos, costumam proporcionar maior controle sobre o apetite, especialmente para doces. Alimentos ricos em proteínas, como carne bovina e de peru, peixe, leite e seus derivados, amendoim, tâmara, banana etc., contêm triptofano, um nutriente que ajuda a combater os efeitos da falta de serotonina.
A avaliação de um médico especialista poderá esclarecer a necessidade, ou não, de algum medicamento que equilibre o funcionamento químico do cérebro. A fome e o prazer de comer podem induzir a erros de nutrição. Devemos nos alimentar conscientes de que podemos beneficiar ou prejudicar nossa saúde e nosso estilo de vida. A química cerebral agradece e contribui quando nossa alimentação é equilibrada e saudável.
Por Flávia Leão Fernandes
Psicóloga - CRP 06/68043
Essa substância é responsável por melhorar o humor, causando uma sensação de bem-estar. Já a sua falta tem sido relacionada a doenças graves, como mal de Parkinson, distonia neuromuscular e tremores. Depressão, ansiedade, comportamento compulsivo, agressividade, problemas afetivos e aumento do desejo de ingerir doces e carboidratos também estão relacionados.
Quando você estiver ansioso ou deprimido, observe se recorre a massas ou doces. Se houver falta de autocontrole e você estiver sempre desejando ingerir carboidratos e doces, pode ser uma indicação de um desequilíbrio da taxa de serotonina no cérebro. O desejo por certos tipos de alimentos nem sempre está associado à busca de prazer e saciedade. Poderá evidenciar um desequilíbrio químico e exigir um tratamento.
Com taxas normais de serotonina, a pessoa atinge mais facilmente a saciedade e consegue maior controle sobre a ingestão de açúcares. Medicamentos que aumentam a taxa de serotonina são cada vez mais utilizados para emagrecer. A sibutramina e a fluoxetina, medicamentos antidepressivos, costumam proporcionar maior controle sobre o apetite, especialmente para doces. Alimentos ricos em proteínas, como carne bovina e de peru, peixe, leite e seus derivados, amendoim, tâmara, banana etc., contêm triptofano, um nutriente que ajuda a combater os efeitos da falta de serotonina.
A avaliação de um médico especialista poderá esclarecer a necessidade, ou não, de algum medicamento que equilibre o funcionamento químico do cérebro. A fome e o prazer de comer podem induzir a erros de nutrição. Devemos nos alimentar conscientes de que podemos beneficiar ou prejudicar nossa saúde e nosso estilo de vida. A química cerebral agradece e contribui quando nossa alimentação é equilibrada e saudável.
Por Flávia Leão Fernandes
Psicóloga - CRP 06/68043
sexta-feira, 21 de março de 2008
Ciclo da Humanidade
Perguntaram ao Dalai Lama...
"O que mais te surpreende na Humanidade?"
E ele respondeu:
"Os homens... Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde.
E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido. "
"O que mais te surpreende na Humanidade?"
E ele respondeu:
"Os homens... Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde.
E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido. "
quarta-feira, 19 de março de 2008
Cérebro 'burro' é principal fator de estresse
Concordo plenamente com o neurocientista americano Robert M. Sapolsky que ao pesquisar babuínos na África, durante dez anos, concluiu que antecipar problemas causa estresse e destrói neurônios.
A solução para o problema é estar justamente com a cabeça onde o corpo está. Os animais por serem irracionais, fazem justamente isso. Como diz Sapolsky que as 'zebras só se estressam no momento certo', ou seja, na frente do leão e não antes de o leão aparecer. Quando se livram do leão o estresse acaba.
Há três décadas levanto duas bandeiras.
1ª) O homem deveria ter mais responsabilidade para não levar a vida tão a serio, uma vez que essa, no fundo, não tem nada de sério e concreto. Isso evidentemente não significa que as pessoas não devam trabalhar direito e nem terem horário, pois o trabalho em si é um grande momento de paz, como este agora escrevendo este texto.
2ª) A segunda bandeira parecia numa visão superficial ainda mais maluca. Eu dizia que era 'proibido' pensar; brincava até com um ditado que minha mãe costumava usar. Quando na adolescência ela me pegava acabrunhado e pensativo dizia: "De pensar morreu um burro".
Esse pensar tão prejudicial à saúde é o estopim inicial de terríveis doenças. Não me refiro ao pensar concreto do momento, planejando, estudando e aprendendo, enfim... ocupado na solução real de um problema, mas me refiro ao pensamento improdutivo, aquele pensamento completamente sem sentido, uma vez que não ajuda em nada na solução de um problema.
Significado real da preocupação
Como o próprio nome diz, a preocupação é uma ocupação mental muito antes do real acontecimento, não tendo nenhuma utilidade.
Devemos sim em face de um problema que iremos ter, daqui seis ou sete dias por exemplo, buscar se ocupar de algumas ações que possam nos preparar melhor para o dia do acontecimento. Ou seja, fazer um relatório, organizar documentos e uma série de atitudes concretas que irão realmente ajudar no dia do 'combate' ou do compromisso.
Se não há nada para fazer de concreto, não tem nenhum sentido lógico e inteligente ficar pensando e preocupado. O resultado será perda de tempo e consumo energético da ocupação dos seus neurônios, com algo que você não tem controle e nem sabe ao certo se irá realmente ocorrer e como irá ocorrer. Esse fato além de tudo, trará sérios problemas para a sua saúde.
A falta de domínio sobre sua mente, deixando que ela tome posse de você e não você dela, é o que nos impede de atingirmos os tão falados 120 anos de idade do mamífero que somos. O individuo preocupado vai aos poucos se matando.
Cérebro 'burro'
Quando você passa a ocupar sua mente com algo que não esta ocorrendo, você aciona um mecanismo que é um verdadeiro desastre orgânico. Deixei muito claro no meu livro que o cérebro é 'burro', mas ele é muito mais 'burro' que a gente possa supor. Uma vez que quando você está pensando no combate – entrevista, reunião, concurso, apresentação, palestra – que irá travar na quinta feira da outra semana, o seu cérebro não sabe que você está só pensando; ele tem certeza que você está se lançando em pleno combate e necessita de todas suas forças.
Então o cérebro fabrica hormônios - os mais potentes - para que você tenha o melhor desempenho. Entre esses hormônios lançados pelo cérebro, temos o famoso cortisol um hormônio que, juntamente com outros, aciona mecanismos para que nós possamos render o máximo, foi ele justamente o elemento responsável por nós estarmos hoje vivos.
Esses hormônios acionados pelo cérebro, não havendo nenhum objetivo de ação para esse monumental combate, passam a correr sedentos pela corrente circulatória, destruindo neurônios.
Mas voltando agora ao pensamento antecipatório. Na verdade você não está em nenhum combate, está apenas sentado numa poltrona, numa cadeira, com o pé encostado numa parede, pensando, pensando... se 'matando'
A cabeça e o corpo
Não podemos deixar de exercitar sempre aquela premissa básica que tanto falo, leve sempre a sua cabeça junto com o seu corpo. E use sua mente apenas dentro do momento físico em que você se encontra. Vigie sua mente, sempre, para que ela não saia por aí, buscando problemas que ainda não existem e até podem nunca existir. Se preocupe com os problemas na hora dos problemas, até porque antes, não ajuda em nada. Leve a vida leve. Ocupe-se com o momento presente, fique mais com você. E isso ajudará demais a sua saúde. Sua cabeça tem de estar onde seu corpo está.
Por Nuno Cobra
A solução para o problema é estar justamente com a cabeça onde o corpo está. Os animais por serem irracionais, fazem justamente isso. Como diz Sapolsky que as 'zebras só se estressam no momento certo', ou seja, na frente do leão e não antes de o leão aparecer. Quando se livram do leão o estresse acaba.
Há três décadas levanto duas bandeiras.
1ª) O homem deveria ter mais responsabilidade para não levar a vida tão a serio, uma vez que essa, no fundo, não tem nada de sério e concreto. Isso evidentemente não significa que as pessoas não devam trabalhar direito e nem terem horário, pois o trabalho em si é um grande momento de paz, como este agora escrevendo este texto.
2ª) A segunda bandeira parecia numa visão superficial ainda mais maluca. Eu dizia que era 'proibido' pensar; brincava até com um ditado que minha mãe costumava usar. Quando na adolescência ela me pegava acabrunhado e pensativo dizia: "De pensar morreu um burro".
Esse pensar tão prejudicial à saúde é o estopim inicial de terríveis doenças. Não me refiro ao pensar concreto do momento, planejando, estudando e aprendendo, enfim... ocupado na solução real de um problema, mas me refiro ao pensamento improdutivo, aquele pensamento completamente sem sentido, uma vez que não ajuda em nada na solução de um problema.
Significado real da preocupação
Como o próprio nome diz, a preocupação é uma ocupação mental muito antes do real acontecimento, não tendo nenhuma utilidade.
Devemos sim em face de um problema que iremos ter, daqui seis ou sete dias por exemplo, buscar se ocupar de algumas ações que possam nos preparar melhor para o dia do acontecimento. Ou seja, fazer um relatório, organizar documentos e uma série de atitudes concretas que irão realmente ajudar no dia do 'combate' ou do compromisso.
Se não há nada para fazer de concreto, não tem nenhum sentido lógico e inteligente ficar pensando e preocupado. O resultado será perda de tempo e consumo energético da ocupação dos seus neurônios, com algo que você não tem controle e nem sabe ao certo se irá realmente ocorrer e como irá ocorrer. Esse fato além de tudo, trará sérios problemas para a sua saúde.
A falta de domínio sobre sua mente, deixando que ela tome posse de você e não você dela, é o que nos impede de atingirmos os tão falados 120 anos de idade do mamífero que somos. O individuo preocupado vai aos poucos se matando.
Cérebro 'burro'
Quando você passa a ocupar sua mente com algo que não esta ocorrendo, você aciona um mecanismo que é um verdadeiro desastre orgânico. Deixei muito claro no meu livro que o cérebro é 'burro', mas ele é muito mais 'burro' que a gente possa supor. Uma vez que quando você está pensando no combate – entrevista, reunião, concurso, apresentação, palestra – que irá travar na quinta feira da outra semana, o seu cérebro não sabe que você está só pensando; ele tem certeza que você está se lançando em pleno combate e necessita de todas suas forças.
Então o cérebro fabrica hormônios - os mais potentes - para que você tenha o melhor desempenho. Entre esses hormônios lançados pelo cérebro, temos o famoso cortisol um hormônio que, juntamente com outros, aciona mecanismos para que nós possamos render o máximo, foi ele justamente o elemento responsável por nós estarmos hoje vivos.
Esses hormônios acionados pelo cérebro, não havendo nenhum objetivo de ação para esse monumental combate, passam a correr sedentos pela corrente circulatória, destruindo neurônios.
Mas voltando agora ao pensamento antecipatório. Na verdade você não está em nenhum combate, está apenas sentado numa poltrona, numa cadeira, com o pé encostado numa parede, pensando, pensando... se 'matando'
A cabeça e o corpo
Não podemos deixar de exercitar sempre aquela premissa básica que tanto falo, leve sempre a sua cabeça junto com o seu corpo. E use sua mente apenas dentro do momento físico em que você se encontra. Vigie sua mente, sempre, para que ela não saia por aí, buscando problemas que ainda não existem e até podem nunca existir. Se preocupe com os problemas na hora dos problemas, até porque antes, não ajuda em nada. Leve a vida leve. Ocupe-se com o momento presente, fique mais com você. E isso ajudará demais a sua saúde. Sua cabeça tem de estar onde seu corpo está.
Por Nuno Cobra
quarta-feira, 12 de março de 2008
A qualidade de vida em primeiro lugar
Artigo originalmente publicado na Gazeta Mercantil
www.gazetamercantil.com.br
São Paulo, 18 de Fevereiro de 2008
Um estudo publicado recentemente pela Escola de Medicina de Harvard mostrou que, no ano passado, empresas norte-americanas tiveram prejuízo de nada menos do que US$ 44 bilhões devido a problemas de saúde de seus funcionários. Apesar de não haver ainda um estudo parecido no Brasil, as perdas aqui também são grandes. Quem revela é o médico Marcelo Dratcu, gestor de Sistemas de Saúde pelo Gallilee College (Israel) e pesquisador na área de terapia cognitivo-comportamental.
Em palestras em grandes corporações nacionais, ele observou que as perdas financeiras são enormes. "Se uma pessoa reduz suas condições de trabalho, prejudica a empresa e a si mesmo", diz o médico. "A busca pelo sucesso e pelos resultados dentro de uma empresa é um fator estressor para qualquer profissional. E o que pouca gente sabe é que tanto a produtividade quanto a ascensão profissional estão totalmente ligados ao bem-estar físico e mental do indivíduo", diz.
Nas empresas em que visitou, observou que os maiores problemas são relacionados ao presenteísmo (o cidadão está no local de trabalho apenas de corpo presente), o absenteísmo (ausência), doenças ocupacionais, transtornos de ansiedade e de humor, como a Síndrome de Burnout (esgotamento físico e mental causado pelo excesso de trabalho), fobias, transtorno obsessivo-compulsivo, estresse e workaholismo. "Ansiosos por serem bons profissionais, muitos funcionários acabam deixando em segundo plano a qualidade de vida. Quando se dá conta, tudo está dando errado."
O resultado de suas visitas e palestras foi publicado no recém-lançado livro "Por que não me disseram isso antes?!" (editora Saraiva). No volume, Dratcu faz uma análise do homem moderno em relação ao seu rendimento profissional e pessoal. O médico ainda aborda técnicas simples e objetivas de intervenções corporais que aplicou em algumas empresas, como exercícios simples de respiração e de relaxamento muscular, que ajudam a amenizar sintomas da síndrome do trabalho vazio, uma doença na qual se verificam sintomas como a necessidade de seduzir, a confusão nas relações e a tendências a bisbilhotar a vida alheia.
Com a tese de que ninguém é essencialmente diferente na empresa, em casa e no lazer, o médico chama a atenção sobre a importância da prática dos bons hábitos de vida.
Empresas apostam na atitude zen
Um levantamento feito pela Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV) entre 27 empresas, que possuem programas de gerenciamento de estresse dedicados a funcionários, mostrou que a produtividade aumentou em média 30% no últimos dez anos. Entre as ações preferidas destas empresas - Avon Cosméticos Ltda., Banco Itaú Holding Financeira S/A, Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, Dow Brasil S.A, NestléBrasil Ltda, Editora Abril S/A e a Prefeitura Municipal de Curitiba, entre outras - estão a massagem, o yoga e o shiatsu."O objetivo da avaliação da ABQV foi verificar como essas empresas estavam mantendo osprogramas de qualidade de vidaentre funcionários que haviam sido destacados em edições anteriores do prêmio concedido pela associação", diz Alberto Ogata, presidente da entidade. "Mesmo que as empresas estejam investindo na qualidade de vida dos funcionários, muitosgestores de RH se queixam que falta bibliografia sobre o assunto no Brasil, para assim convencer a alta direção das corporações de que vale a pena investir nisso, de forma a evitar o afastamento por motivos de saúde, diminuir os custos de assistência médica e melhorar o clima na empresa.
"O levantamento da ABQV verificou que 92% das empresas entrevistadas estão ampliando seus programas de qualidade de vida.O maior desafio, ainda segundo a pesquisa, são os recursos orçamentários destinados aos programas, que continuam relativamente escassos. A principal conclusão é que,apesar de programas de "qualidade de vida" serem uma área recente nas empresas, já está sendoadotada com mais intensidade,graças aos primeiros resultados concretos."Nos Estados Unidos, pesqui-sas recentes demonstraram que programas bem estruturados no ambiente de trabalho trazem retorno econômico significativo, por meio de redução de custos de assistência médica, faltas ao trabalho, aposentadorias precoces e presenteísmo", diz Ogata.
www.gazetamercantil.com.br
São Paulo, 18 de Fevereiro de 2008
Um estudo publicado recentemente pela Escola de Medicina de Harvard mostrou que, no ano passado, empresas norte-americanas tiveram prejuízo de nada menos do que US$ 44 bilhões devido a problemas de saúde de seus funcionários. Apesar de não haver ainda um estudo parecido no Brasil, as perdas aqui também são grandes. Quem revela é o médico Marcelo Dratcu, gestor de Sistemas de Saúde pelo Gallilee College (Israel) e pesquisador na área de terapia cognitivo-comportamental.
Em palestras em grandes corporações nacionais, ele observou que as perdas financeiras são enormes. "Se uma pessoa reduz suas condições de trabalho, prejudica a empresa e a si mesmo", diz o médico. "A busca pelo sucesso e pelos resultados dentro de uma empresa é um fator estressor para qualquer profissional. E o que pouca gente sabe é que tanto a produtividade quanto a ascensão profissional estão totalmente ligados ao bem-estar físico e mental do indivíduo", diz.
Nas empresas em que visitou, observou que os maiores problemas são relacionados ao presenteísmo (o cidadão está no local de trabalho apenas de corpo presente), o absenteísmo (ausência), doenças ocupacionais, transtornos de ansiedade e de humor, como a Síndrome de Burnout (esgotamento físico e mental causado pelo excesso de trabalho), fobias, transtorno obsessivo-compulsivo, estresse e workaholismo. "Ansiosos por serem bons profissionais, muitos funcionários acabam deixando em segundo plano a qualidade de vida. Quando se dá conta, tudo está dando errado."
O resultado de suas visitas e palestras foi publicado no recém-lançado livro "Por que não me disseram isso antes?!" (editora Saraiva). No volume, Dratcu faz uma análise do homem moderno em relação ao seu rendimento profissional e pessoal. O médico ainda aborda técnicas simples e objetivas de intervenções corporais que aplicou em algumas empresas, como exercícios simples de respiração e de relaxamento muscular, que ajudam a amenizar sintomas da síndrome do trabalho vazio, uma doença na qual se verificam sintomas como a necessidade de seduzir, a confusão nas relações e a tendências a bisbilhotar a vida alheia.
Com a tese de que ninguém é essencialmente diferente na empresa, em casa e no lazer, o médico chama a atenção sobre a importância da prática dos bons hábitos de vida.
Empresas apostam na atitude zen
Um levantamento feito pela Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV) entre 27 empresas, que possuem programas de gerenciamento de estresse dedicados a funcionários, mostrou que a produtividade aumentou em média 30% no últimos dez anos. Entre as ações preferidas destas empresas - Avon Cosméticos Ltda., Banco Itaú Holding Financeira S/A, Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, Dow Brasil S.A, NestléBrasil Ltda, Editora Abril S/A e a Prefeitura Municipal de Curitiba, entre outras - estão a massagem, o yoga e o shiatsu."O objetivo da avaliação da ABQV foi verificar como essas empresas estavam mantendo osprogramas de qualidade de vidaentre funcionários que haviam sido destacados em edições anteriores do prêmio concedido pela associação", diz Alberto Ogata, presidente da entidade. "Mesmo que as empresas estejam investindo na qualidade de vida dos funcionários, muitosgestores de RH se queixam que falta bibliografia sobre o assunto no Brasil, para assim convencer a alta direção das corporações de que vale a pena investir nisso, de forma a evitar o afastamento por motivos de saúde, diminuir os custos de assistência médica e melhorar o clima na empresa.
"O levantamento da ABQV verificou que 92% das empresas entrevistadas estão ampliando seus programas de qualidade de vida.O maior desafio, ainda segundo a pesquisa, são os recursos orçamentários destinados aos programas, que continuam relativamente escassos. A principal conclusão é que,apesar de programas de "qualidade de vida" serem uma área recente nas empresas, já está sendoadotada com mais intensidade,graças aos primeiros resultados concretos."Nos Estados Unidos, pesqui-sas recentes demonstraram que programas bem estruturados no ambiente de trabalho trazem retorno econômico significativo, por meio de redução de custos de assistência médica, faltas ao trabalho, aposentadorias precoces e presenteísmo", diz Ogata.
Síndrome de Burnout - Marcelo Dratcu
A Síndrome de Burnout (SBO) é o nome dado à fadiga no trabalho, um estado de esgotamento físico e mental cuja causa está intimamente ligada à vida profissional. O termo "burnout" (do inglês "combustão completa") descreve a sensação de exaustão de uma pessoa e pode ser causado pelo esforço excessivo no trabalho. Entre os sintomas mais freqüentes estão o desânimo, o sentimento de impotência ou derrota, a instabilidade do humor e a sensação de perseguição, que pode levar o indivíduo a ter pensamentos de morte e até tentar o suicídio.
A doença se manifesta de várias formas, dependendo do nível de estresse do indivíduo. Ela prejudica as relações com colegas, que acabam isolando o profissional do grupo. As doenças psicossomáticas, como as dores crônicas (cabeça ou nas costas), debilitam ainda mais o profissional, que acaba por se automedicar. Por passarem a maior parte do tempo trabalhando, os executivos que têm uma situação desfavorável nesse ambiente acabam desencadeando problemas na sua vida familiar e afetiva.
Do ponto de vista organizacional, a SBO significa perda de produtividade devido ao presenteísmo, que é o baixo desempenho na presença física do trabalhador. O absenteísmo, ou seja, faltas no trabalho, é uma das conseqüências da síndrome, pois o profissional se sente inútil e perde o prazer em realizar suas atividades. A alternância de empregos é freqüente, pois o colaborador não se sente confortável perante suas funções e à empresa. Cerca de 10% dos executivos americanos sofrem do distúrbio, e o número é ainda maior em alguns países da Europa. No Brasil, não há dados concretos, mas acredita-se que a síndrome esteja se alastrando rapidamente.
Apesar de a SBO representar um processo individual, aspectos organizacionais podem desencadear ou agravá-lo. Pesquisas têm demonstrado uma série de fatores estressores frequentemente relacionados à síndrome, como o sistema de trabalho muito rígido, falta de autonomia, sobrecarga de trabalho, competição entre funcionários. As pessoas atualmente passam a maior parte do tempo em seu trabalho. A situação desfavorável nesse ambiente pode desencadear problemas na sua vida familiar e afetiva.
Diagnosticar a doença é uma tarefa difícil porque o trabalhador reluta em admitir que sofra esse problema e teme contar aos superiores. O funcionário tem medo de ser demitido ou ridicularizado pelo chefe. Quando um funcionário consegue detectar que sofre da SBO, a primeira coisa a fazer é procurar seu superior ou o setor de recursos humanos. Às vezes o indivíduo tem talentos que não foram descobertos, e que precisa apenas trocar de departamento ou de cargo. De qualquer forma, não é necessário parar de trabalhar. O ideal é que se descubra o que causa o esgotamento no trabalho, a fim de reestruturar sua rotina e sua carreira.
O convívio com a família contribui para a melhora na carreira do profissional. Aqueles que não descansam nos feriados e fins de semana devem se dedicar aos momentos de lazer, se desligando dos problemas do trabalho.
As terapias cognitivo-comportamentais são muito úteis para o tratamento. Além de aprender a relaxar e controlar pensamentos e emoções disfuncionais e negativos, o indivíduo é estimulado a mudar seus comportamentos e hábitos de vida de forma efetiva. A solução para a SBO, depende do esforço por parte do trabalhador e da empresa. Assim, o funcionário ganha qualidade de vida e a empresa, produtividade.
A doença se manifesta de várias formas, dependendo do nível de estresse do indivíduo. Ela prejudica as relações com colegas, que acabam isolando o profissional do grupo. As doenças psicossomáticas, como as dores crônicas (cabeça ou nas costas), debilitam ainda mais o profissional, que acaba por se automedicar. Por passarem a maior parte do tempo trabalhando, os executivos que têm uma situação desfavorável nesse ambiente acabam desencadeando problemas na sua vida familiar e afetiva.
Do ponto de vista organizacional, a SBO significa perda de produtividade devido ao presenteísmo, que é o baixo desempenho na presença física do trabalhador. O absenteísmo, ou seja, faltas no trabalho, é uma das conseqüências da síndrome, pois o profissional se sente inútil e perde o prazer em realizar suas atividades. A alternância de empregos é freqüente, pois o colaborador não se sente confortável perante suas funções e à empresa. Cerca de 10% dos executivos americanos sofrem do distúrbio, e o número é ainda maior em alguns países da Europa. No Brasil, não há dados concretos, mas acredita-se que a síndrome esteja se alastrando rapidamente.
Apesar de a SBO representar um processo individual, aspectos organizacionais podem desencadear ou agravá-lo. Pesquisas têm demonstrado uma série de fatores estressores frequentemente relacionados à síndrome, como o sistema de trabalho muito rígido, falta de autonomia, sobrecarga de trabalho, competição entre funcionários. As pessoas atualmente passam a maior parte do tempo em seu trabalho. A situação desfavorável nesse ambiente pode desencadear problemas na sua vida familiar e afetiva.
Diagnosticar a doença é uma tarefa difícil porque o trabalhador reluta em admitir que sofra esse problema e teme contar aos superiores. O funcionário tem medo de ser demitido ou ridicularizado pelo chefe. Quando um funcionário consegue detectar que sofre da SBO, a primeira coisa a fazer é procurar seu superior ou o setor de recursos humanos. Às vezes o indivíduo tem talentos que não foram descobertos, e que precisa apenas trocar de departamento ou de cargo. De qualquer forma, não é necessário parar de trabalhar. O ideal é que se descubra o que causa o esgotamento no trabalho, a fim de reestruturar sua rotina e sua carreira.
O convívio com a família contribui para a melhora na carreira do profissional. Aqueles que não descansam nos feriados e fins de semana devem se dedicar aos momentos de lazer, se desligando dos problemas do trabalho.
As terapias cognitivo-comportamentais são muito úteis para o tratamento. Além de aprender a relaxar e controlar pensamentos e emoções disfuncionais e negativos, o indivíduo é estimulado a mudar seus comportamentos e hábitos de vida de forma efetiva. A solução para a SBO, depende do esforço por parte do trabalhador e da empresa. Assim, o funcionário ganha qualidade de vida e a empresa, produtividade.
terça-feira, 11 de março de 2008
'Fumantes tornam filhos doentes'
Um dos principais hospitais britânicos disse que um terço das crianças que atende em determinados casos ficam doentes porque os pais fumam na frente delas.
A incidência de bronquite, asma e infecções no ouvido poderia ser reduzida se os pais abandonassem o tabagismo, disse Steve Ryan, diretor clínico do Hospital Alder Hey, de Liverpool, no norte da Inglaterra.
Segundo Ryan, os pais mentem com freqüência sobre se fumam ou não na frente dos filhos.
A Fundação Britânica para o Pulmão diz que 17 mil crianças com menos de cinco anos recebem tratamento médico a cada ano por exposição à fumaça de cigarros.
'Sentimento de culpa'
A cada 35 mil crianças atendidas no hospital de Liverpool a cada ano, 2 mil precisam de assistência médica porque foram expostas ao fumo pelos pais, disse Ryan em entrevista na Rádio BBC Five Live.
Entre um quarto e um terço dos menores com males como infecções pulmonares e asma eram fumantes passivos.
Os pais costumam saber das implicações de fumar perto de seus filhos, acrescentou o médico. "As pessoas se sentem culpadas."
"Se fosse fácil, eles parariam. Cuidar de crianças é divertido mas pode ser estressante e, para alguns, cigarros são uma forma de aliviar a tensão."
Para ele, legislação coibindo o tabagismo não é uma solução para o problema. É necessário conscientizar os pais dos vários graus de risco apresentados pelo hábito de fumar.
Ryan disse que o risco maior para os menores é quando os pais fumam dentro do carro, onde as crianças estão "presas" e expostas a fumaça concentrada.
Mães fumantes representam um risco maior do que pais fumantes e fumar no mesmo cômodo de uma criança também traz um alto risco, afirmou.
A incidência de bronquite, asma e infecções no ouvido poderia ser reduzida se os pais abandonassem o tabagismo, disse Steve Ryan, diretor clínico do Hospital Alder Hey, de Liverpool, no norte da Inglaterra.
Segundo Ryan, os pais mentem com freqüência sobre se fumam ou não na frente dos filhos.
A Fundação Britânica para o Pulmão diz que 17 mil crianças com menos de cinco anos recebem tratamento médico a cada ano por exposição à fumaça de cigarros.
'Sentimento de culpa'
A cada 35 mil crianças atendidas no hospital de Liverpool a cada ano, 2 mil precisam de assistência médica porque foram expostas ao fumo pelos pais, disse Ryan em entrevista na Rádio BBC Five Live.
Entre um quarto e um terço dos menores com males como infecções pulmonares e asma eram fumantes passivos.
Os pais costumam saber das implicações de fumar perto de seus filhos, acrescentou o médico. "As pessoas se sentem culpadas."
"Se fosse fácil, eles parariam. Cuidar de crianças é divertido mas pode ser estressante e, para alguns, cigarros são uma forma de aliviar a tensão."
Para ele, legislação coibindo o tabagismo não é uma solução para o problema. É necessário conscientizar os pais dos vários graus de risco apresentados pelo hábito de fumar.
Ryan disse que o risco maior para os menores é quando os pais fumam dentro do carro, onde as crianças estão "presas" e expostas a fumaça concentrada.
Mães fumantes representam um risco maior do que pais fumantes e fumar no mesmo cômodo de uma criança também traz um alto risco, afirmou.
domingo, 9 de março de 2008
Cortar os carboidratos das refeições?
Perdemos mais peso quando cortamos os carboidratos das refeições?
Por Por Luciano R. Giacaglia (*)
São Paulo, 06/03 (AE) - A resposta é sim. Mas antes que esta afirmação possa causar uma revolução em nossa dieta diária e a completa abolição deste importante nutriente, devemos fazer a seguinte pergunta: perder peso é igual a emagrecer? Agora, a resposta para esta pergunta é não.
Ao suprimir os carboidratos da dieta, restringimos nosso corpo de sua maior fonte de energia, que é o açúcar provindo dos carboidratos. Dietas sem carboidratos nos deixam fracos, deprimidos e irritados, uma vez que o açúcar também estimula a produção de serotonina no cérebro, substância esta que nos dá energia e prazer. Se você não for nenhum monge do "auto-controle", seu cérebro responderá com ataques compulsivos por doces ao longo do dia. O carboidrato também carrega consigo grande volume de água, fazendo com que parte do peso perdido seja meramente às custas de água. Mas o pior está por vir.
Alguns órgãos de nosso organismo, como o cérebro, o coração, os rins e a medula óssea, são exclusivamente dependentes de açúcar. A supressão deste nutriente acarreta destruição de nossas proteínas musculares, que são então transformadas em açúcar pelo fígado. Como o músculo e a água são mais pesados que a gordura (lembre-se da experiência de escola ao se misturar água e óleo, o óleo fica na fase superior por ser mais leve), a perda de peso é maior.
Aí devemos questionar: queremos perder peso rápido e ficar flácidos, fracos e deprimidos; ou perder peso lentamente, às custas de gordura, e nos tornar esbeltos, saudáveis e felizes? A resposta fica para cada de um nós responder.
(*) Luciano R. Giacaglia é endocrinologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo
Por Por Luciano R. Giacaglia (*)
São Paulo, 06/03 (AE) - A resposta é sim. Mas antes que esta afirmação possa causar uma revolução em nossa dieta diária e a completa abolição deste importante nutriente, devemos fazer a seguinte pergunta: perder peso é igual a emagrecer? Agora, a resposta para esta pergunta é não.
Ao suprimir os carboidratos da dieta, restringimos nosso corpo de sua maior fonte de energia, que é o açúcar provindo dos carboidratos. Dietas sem carboidratos nos deixam fracos, deprimidos e irritados, uma vez que o açúcar também estimula a produção de serotonina no cérebro, substância esta que nos dá energia e prazer. Se você não for nenhum monge do "auto-controle", seu cérebro responderá com ataques compulsivos por doces ao longo do dia. O carboidrato também carrega consigo grande volume de água, fazendo com que parte do peso perdido seja meramente às custas de água. Mas o pior está por vir.
Alguns órgãos de nosso organismo, como o cérebro, o coração, os rins e a medula óssea, são exclusivamente dependentes de açúcar. A supressão deste nutriente acarreta destruição de nossas proteínas musculares, que são então transformadas em açúcar pelo fígado. Como o músculo e a água são mais pesados que a gordura (lembre-se da experiência de escola ao se misturar água e óleo, o óleo fica na fase superior por ser mais leve), a perda de peso é maior.
Aí devemos questionar: queremos perder peso rápido e ficar flácidos, fracos e deprimidos; ou perder peso lentamente, às custas de gordura, e nos tornar esbeltos, saudáveis e felizes? A resposta fica para cada de um nós responder.
(*) Luciano R. Giacaglia é endocrinologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo
Felicidade pode ser herdada
LONDRES (Reuters) - Não se pode comprar a felicidade, mas parece que é possível pelo menos herdá-la, disseram pesquisadores britânicos e australianos na quinta-feira(06/03/2008).
Um estudo com pelo menos 1.000 pares de gêmeos idênticos e não-idênticos descobriu que os genes controlam metade dos traços da personalidade que tornam uma pessoa feliz, enquanto fatores como relacionamentos, saúde e carreira são responsáveis pelo restante de nosso bem-estar.
"Descobrimos que cerca da metade das diferenças em relação à felicidade são genéticas", disse Tim Bates, pesquisador da Universidade de Edimburgo, que conduziu o estudo. "É realmente surpreendente."
Os pesquisadores fizeram aos voluntários, cuja idade variava de 25 a 75 anos, uma série de perguntas sobre sua personalidade, como quanto eles se preocupam e quão satisfeitos estão com suas vidas.
Como os gêmeos idênticos têm os mesmos genes (ao contrário dos gêmeos fraternos), os pesquisadores puderam identificar genes em comum que resultam em certos traços de personalidade e predispõem as pessoas à felicidade.
Pessoas sociáveis, ativas, estáveis, trabalhadoras e cuidadosas tendem a ser mais felizes, relataram os pesquisadores na revista Psychological Science. "O que o estudo mostra é que gêmeos idênticos têm personalidade e (conceito de) bem-estar muito similares. Por outro lado, tais semelhanças entre os gêmeos fraternos caem aproximadamente pela metade", disse Bates. "Isso implica fortemente em genes."
Os resultados representam uma importante peça no quebra-cabeça para os pesquisadores que estejam tentando entender melhor a depressão e o que faz diferentes pessoas felizes ou infelizes, disse Bates.
As pessoas que herdam uma personalidade mais positiva podem, conseqüentemente, ter uma reserva de felicidade para usar nas horas de estresse, acrescentou o pesquisador.
"Uma conclusão importante é que certos traços de personalidade, como ser extrovertido, calmo e confiável, dotam a pessoa de um recurso, uma 'reserva afetiva', que leva à felicidade futura", disse Bates.
(Reportagem de Michael Kahn)
Um estudo com pelo menos 1.000 pares de gêmeos idênticos e não-idênticos descobriu que os genes controlam metade dos traços da personalidade que tornam uma pessoa feliz, enquanto fatores como relacionamentos, saúde e carreira são responsáveis pelo restante de nosso bem-estar.
"Descobrimos que cerca da metade das diferenças em relação à felicidade são genéticas", disse Tim Bates, pesquisador da Universidade de Edimburgo, que conduziu o estudo. "É realmente surpreendente."
Os pesquisadores fizeram aos voluntários, cuja idade variava de 25 a 75 anos, uma série de perguntas sobre sua personalidade, como quanto eles se preocupam e quão satisfeitos estão com suas vidas.
Como os gêmeos idênticos têm os mesmos genes (ao contrário dos gêmeos fraternos), os pesquisadores puderam identificar genes em comum que resultam em certos traços de personalidade e predispõem as pessoas à felicidade.
Pessoas sociáveis, ativas, estáveis, trabalhadoras e cuidadosas tendem a ser mais felizes, relataram os pesquisadores na revista Psychological Science. "O que o estudo mostra é que gêmeos idênticos têm personalidade e (conceito de) bem-estar muito similares. Por outro lado, tais semelhanças entre os gêmeos fraternos caem aproximadamente pela metade", disse Bates. "Isso implica fortemente em genes."
Os resultados representam uma importante peça no quebra-cabeça para os pesquisadores que estejam tentando entender melhor a depressão e o que faz diferentes pessoas felizes ou infelizes, disse Bates.
As pessoas que herdam uma personalidade mais positiva podem, conseqüentemente, ter uma reserva de felicidade para usar nas horas de estresse, acrescentou o pesquisador.
"Uma conclusão importante é que certos traços de personalidade, como ser extrovertido, calmo e confiável, dotam a pessoa de um recurso, uma 'reserva afetiva', que leva à felicidade futura", disse Bates.
(Reportagem de Michael Kahn)
sábado, 8 de março de 2008
Como as emoções influenciam a memória
Fatores chamados de não cognitivos influenciam no desempenho de memória de maneira significativa. Os estados afetivos, o humor ou emoção alteram o processamento das informações. Ou seja, nossos sistemas de memória podem estar funcionando adequadamente, mas se estivermos em estado de tensão, estresse, depressão ou ansiedade teremos dificuldades na recepção e registro de informação.
Do ponto de vista biológico, durante o momento de estresse, liberam-se grandes quantidades de corticóides (substância química que nosso corpo produz) pela glândula supra-renal que inibem todos os processos de produção e evocação de todo tipo de memória, o que causa o famoso "branco".
A atenção e a concentração são outros fatores que se não estiverem bem alertas prejudicam o desempenho de memória. Na dificuldade de atenção a pessoa não consegue focalizar num ponto sua atenção, impedindo a recepção da informação. Tal fato é comum quando estamos lendo um livro e pensando no almoço, na namorada, no filme de ontem, etc... Essa pode ser uma dificuldade passageira de atenção, mas que influência a memória.
A memória é fortemente influenciada por fatores afetivos e psicológicos, isso acontece por um mecanismo de autodefesa do ego, uma forma de proteger a pessoa das emoções prejudiciais. Porém, em casos de transtornos de afetos, um tratamento com profissionais especializados, psiquiatras e psicólogos torna-se fundamental. A meditação também tem se mostrado muito importante para o equilíbrio e estabilidade mental.
Crenças negativas e baixa auto-estima também alteram o funcionamento da memória. Muitas pessoas se titulam como esquecidas ou com uma memória ruim. A crença negativa sobre sua capacidade impede você de alcançar ou realizar o que realmente gostaria de realizar.
As crenças sobre os desempenhos de memória são importantes para saber o quanto as pessoas percebem suas potencialidades e limitações, ou seja, é o quão você acredita que sua memória é boa ou não. As crenças têm um papel adaptativo. Elas contribuem para que o indivíduo forme opiniões sobre si mesmo, sobre outrem, definições, percepções sobre suas capacidades e como devem se posicionar frente às atividades do dia-a-dia.
Do ponto de vista biológico, durante o momento de estresse, liberam-se grandes quantidades de corticóides (substância química que nosso corpo produz) pela glândula supra-renal que inibem todos os processos de produção e evocação de todo tipo de memória, o que causa o famoso "branco".
A atenção e a concentração são outros fatores que se não estiverem bem alertas prejudicam o desempenho de memória. Na dificuldade de atenção a pessoa não consegue focalizar num ponto sua atenção, impedindo a recepção da informação. Tal fato é comum quando estamos lendo um livro e pensando no almoço, na namorada, no filme de ontem, etc... Essa pode ser uma dificuldade passageira de atenção, mas que influência a memória.
A memória é fortemente influenciada por fatores afetivos e psicológicos, isso acontece por um mecanismo de autodefesa do ego, uma forma de proteger a pessoa das emoções prejudiciais. Porém, em casos de transtornos de afetos, um tratamento com profissionais especializados, psiquiatras e psicólogos torna-se fundamental. A meditação também tem se mostrado muito importante para o equilíbrio e estabilidade mental.
Crenças negativas e baixa auto-estima também alteram o funcionamento da memória. Muitas pessoas se titulam como esquecidas ou com uma memória ruim. A crença negativa sobre sua capacidade impede você de alcançar ou realizar o que realmente gostaria de realizar.
As crenças sobre os desempenhos de memória são importantes para saber o quanto as pessoas percebem suas potencialidades e limitações, ou seja, é o quão você acredita que sua memória é boa ou não. As crenças têm um papel adaptativo. Elas contribuem para que o indivíduo forme opiniões sobre si mesmo, sobre outrem, definições, percepções sobre suas capacidades e como devem se posicionar frente às atividades do dia-a-dia.
sexta-feira, 7 de março de 2008
Poema em Linha Reta - Fernando Pessoa
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó principes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
** Poema mencionado no livro Heróis de Verdade, do Roberto Shinyashiki.
Fala na ostentação de uma perfeição que não existe.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó principes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
** Poema mencionado no livro Heróis de Verdade, do Roberto Shinyashiki.
Fala na ostentação de uma perfeição que não existe.
Foco certo
É bem mais fácil saber o que fazer do que efetivamente fazê-lo,
e certamente é muito mais interessante afastar a atenção de nós mesmos
e concentrá-la nos defeitos e problemas dos outros.
e certamente é muito mais interessante afastar a atenção de nós mesmos
e concentrá-la nos defeitos e problemas dos outros.
Pathwork - Livros
"O Caminho da autotransformação"
Judith Saly e Eva Pierrakos, Ed. Cultrix
(R$ 35,00 na Livraria Cultura e tb na Siciliano)
"Não temas o mal"
Eva Pierrakos e Donovan Thesenga, Ed. Cultrix
(R$ 31,00 na Livraria Cultura)
"Criando união"
Judith Saly e Eva Pierrakos, Ed. Cultrix
"O eu sem defesas"
Susan Thesenga, Ed Cultrix
"Entrega ao Deus interior"
Donovan Thesenga e Eva Pierrakos, Ed. Cultrix
Judith Saly e Eva Pierrakos, Ed. Cultrix
(R$ 35,00 na Livraria Cultura e tb na Siciliano)
"Não temas o mal"
Eva Pierrakos e Donovan Thesenga, Ed. Cultrix
(R$ 31,00 na Livraria Cultura)
"Criando união"
Judith Saly e Eva Pierrakos, Ed. Cultrix
"O eu sem defesas"
Susan Thesenga, Ed Cultrix
"Entrega ao Deus interior"
Donovan Thesenga e Eva Pierrakos, Ed. Cultrix
Pathwork - Princípios Básicos
* Orientar para um caminho de conscientização e auto-aceitação
que possibilite a transformação e a evolução pessoal.
* Transitar no mapa da consciência humana o que inclui a nossa
sombra e a nossa luz, a nossa criança interna vulnerável, as máscaras
e emoções reprimidas, o adulto competente, as exigências do ego e os
anseios do eu verdadeiro.
* Compreender as negatividades pessoais e suas conseqüências e os
passos que levam à transformação.
* Crescer em auto-responsabilidade, tornando-nos conscientes de nossas
escolhas e compreendendo que somos os criadores de nossas realidades
internas e externas.
que possibilite a transformação e a evolução pessoal.
* Transitar no mapa da consciência humana o que inclui a nossa
sombra e a nossa luz, a nossa criança interna vulnerável, as máscaras
e emoções reprimidas, o adulto competente, as exigências do ego e os
anseios do eu verdadeiro.
* Compreender as negatividades pessoais e suas conseqüências e os
passos que levam à transformação.
* Crescer em auto-responsabilidade, tornando-nos conscientes de nossas
escolhas e compreendendo que somos os criadores de nossas realidades
internas e externas.
Pathwork - O que é?
O Pathwork é um caminho de autoconhecimento que conduz ao
universo interior em busca de nossa verdade.
O referencial teórico deste trabalho consiste em 258 palestras canalizadas por Eva Pierrakos. Estas palestras têm como conteúdo a realidade psicológica e espiritual do ser humano.
universo interior em busca de nossa verdade.
O referencial teórico deste trabalho consiste em 258 palestras canalizadas por Eva Pierrakos. Estas palestras têm como conteúdo a realidade psicológica e espiritual do ser humano.
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